
Chris
Paciente de número 57
Como é nascer uma aberração? Será que uma pessoa normal faz alguma ideia das dificuldades que alguém muito diferente dos demais enfrenta? Como é não ter “seus semelhantes”? A vida de Chris, registrada no livro Aberrações Genéticas Extraordinárias, está aí para comover, revoltar e assustar das maneiras mais bizarras possíveis, sugando a nós todos para dentro de seu buraco para nunca mais soltar.

Lara
Paciente de número 50
Lara é única pessoa no mundo capaz de enxergar a vida dos Splenkers, seres esquisitíssimos que habitam um universo mesclado ao nosso, mas que não somos capazes de perceber. Os Splenkers possuem um tempo individual de vida de apenas 20 segundos, nunca indo além disso. Lara tomou para si a tarefa de registrar suas histórias para que nós que não os vemos tomemos conhecimento de seus dramas e alegrias. Seria Lara apenas uma esquizofrênica criativa?

Kashi
Paciente de número 16
Para Dr. Arbo, Kashi era uma absoluta esquizofrênica. Porém, uma esquizofrênica inteligente. Dona de ideias extravagantes e absurdas, mas logicamente estruturadas, nos passava uma sensação de ser como um Salvador Dali da filosofia e da religião. Algo que você olha e vê que é bem feito, mas que faz um sentido que não faz sentido, sendo um amontoado de coisas que estão ajuntadas por piração, oniricamente significativas talvez por serem excreções do subconsciente que procura se expressar por metáforas e subjetividades. Ela dizia que havia sido uma deusa antes de tornar-se humana e que era uma “fallen by will”, ou seja, caída por sua própria vontade. Quis cair de sua perfeição em busca do poder de saborear o “medo”, palavra com significado apenas filosófico em seu universo pré-queda, uma abstração intelectual distante e mítica, como é a cor vermelha ou a amarela para um cego de nascença. Um deus não consegue sentir medo, e esse limite deífico tornou-se um real e claustrofóbico limite percebido a princípio apenas intelectualmente por Kashi. É claro, milhares acreditaram que essa bizarra paciente estava falando a verdade e não era louca. Sempre existe alguém louco o suficiente para acreditar na história de um louco. “Sou frágil e tenho medo porque quis saborear…”. Dr. Arbo tentou convencê-la de que criou essa história para suportar a vida. Será?

Allison
Paciente de número 4
De repente durante a consulta, Allison diz ao Dr.Arbo:
-Eu estou cansada de tentar. Eu queria desistir um pouco…
A frase ficou famosa, mas menos do que a resposta que o psicólogo deu a ela, que foi totalmente bizarra…

Progresso
Sexta parábola no livro Evangelho Esquizofrênico
Um dos pacientes apresentado no primeiro volume do livro Aberrações Genéticas Extraordinárias, o esquisitíssimo Vehuiah, escreveu um livro bizarro conhecido popularmente como o Evangelho Esquizofrênico. A obra tem como estrutura principal 13 parábolas que depois de lidas são desenvolvidas através de milhares de interpretações feitas pelos próprios leitores, interpretações essas que vão aparecendo grafadas em suas páginas como comentários, mas que são muito mais do que isso, são tão importantes quanto o texto a que se referem. Aqui vocês podem ler uma das mais horrendas, talvez a de mais mal gosto, a famigerada sexta parábola, intitulada Progresso, que tanto alvoroço causou no mundo. É supostamente uma carta vinda de um futuro distante, escrita por alguém que apiedou-se do nosso atraso atual e quis nos reconfortar contando como tudo ficará bem no final do século 22. Interessante salientar que apesar desse habitante do futuro querer nos animar, para alguns que leram sua carta essa realidade vindoura pareceu mais uma distopia do que um lugar bom de se viver. Outros gostariam muito de já estar lá. Julgue por você mesmo…
Os primeiros pacientes
O primeiro volume da obra
São 114 pacientes oficialmente reconhecidos que compõem o livro Aberrações Genéticas Extraordinárias. Acredita-se por aí que o doutor tenha deliberadamente excluído vários casos, os quais julgou fortes demais para o grande público, ou que sentiu vergonha pelo seu próprio comportamento neles. De qualquer forma, os 10 primeiros pacientes que ele nos apresentou, respeitando a ordem no tempo em que foram aparecendo, e que fazem parte do primeiro volume da obra, são:














